Boa parte da influência que a Marvel Studios detém hoje se deve muito aos conteúdos televisivos produzido ao longo das décadas, sobretudo as suas animações que fizeram gerações resgatarem os quadrinhos e daí para os tantos filmes feitos por outras companhias até e durante o desenvolvimento de seu próprio selo e universo cinematográficos. Ainda que inicialmente propostos a contar histórias paralelas daquelas dos Vingadores, derivados como Agentes da S.H.I.E.L.D. e, posteriormente, todas aquelas séries encabeçadas pela Hulu (Os Fugitivos) e pela Netflix (de Demolidor até culminar na desastrosa Os Defensores) desanimavam os espectadores que ficaram mais do que habituados a esperar por referências da linha narrativa dos filmes e, pouco a pouco, tomavam seu próprio rumo com tramas aleatórias e episódios de durações insuportáveis.
A necessidade por conteúdos originais do Disney+, portanto, foi extremamente benéfica para o live-action da Marvel na TV. Enquanto Vingadores: Ultimato concedeu as deixas para novas tramas, acabou que WandaVision saiu na frente e exibiu um modelo formidável para o MCU no streaming, além de se aventurar em uma temática que os filmes dificilmente se arriscariam em se aprofundar.