quinta-feira, 29 de julho de 2021

TEMPO – Shyamalan mestrando um tabuleiro cruel | CRÍTICA

Vicky Krieps, Thomasin McKenzie, Gael García Bernal em TEMPO

Boas narrativas de suspense envolvendo desaparecimentos e/ou assassinatos nunca vão perder seu estranho encanto. Por mais antigos que já estejam os contos de Agatha Christie e, no cinema, A Regra do Jogo e as tantas fitas de mistério de Hitchcock envolvendo um coletivo de personagens há sempre de nos deixar com a ansiedade a mil onde a torcida pelos mocinhos e a punição aos mal-feitores se faz algo eficientemente atemporal enquanto nós, espectadores sabidos diante das pistas destacadas, aguardamos pela resolução. 

Mais do que um entusiasta do gênero, M. Night Shyamalan gosta de se arriscar nas convenções do mesmo ao passo em que as revitaliza, e apesar de seu exagero recorrente em se tratando de clímax, é inegável que o cineasta por trás de O Sexto Sentido, Sinais e Fragmentado sabe mexer com as expectativas do público.


sexta-feira, 23 de julho de 2021

DUNA tem novo trailer divulgado


Nesta quinta (22), a Warner Bros. Pictures divulgou o novo trailer de Duna, além de cartazes individuais de cada personagem que aumentaram ainda mais a expectativa do público para o lançamento.

A épica batalha pelo destino do planeta Arrakis está cada dia mais próxima.

terça-feira, 20 de julho de 2021

Um Lugar Silencioso - Parte II | CRÍTICA

Noah Jupe, Millicent Simmonds e Emily Blunt em UM LUGAR SILENCIOSO - PARTE II

Toda a vez em que uma produção de sucesso se empreende no desenvolvimento de uma continuação, é habitual ver a expansão de sua mitologia realçando o que funcionou ao passo em que apresenta novos elementos na trama. Sendo assim, a segunda parte de Um Lugar Silencioso não só comprova esse raciocínio e retoma a agonia do espectador em prender até mesmo a própria respiração no ímpeto de evitar qualquer ruído tal como na narrativa, mas por evidenciar que o ator John Krasinski agora esbanja segurança e criatividade na direção.


sexta-feira, 16 de julho de 2021

LOKI – imprevisível e surpreendente | CRÍTICA (1ª Temporada)


Passadas duas séries exibidas exclusivamente no Disney+, o Marvel Studios parece ter encontrado em tal janela de exibição um formato que não diminuiu em nada o seu fenômeno cinematográfico. Muito pelo contrário, só expandiu os burburinhos pelas redes na constante geração de teorias sobre o futuro daquele universo de aventuras que não se cansa de crescer. Embora Falcão e o Soldado Invernal fora decepcionante em partes, ainda mais pareado aos impactos de WandaVision, ao longo de suas seis semanas de exibição, Loki entrou na fila e furou a mesma conquistando audiências não só pela sua qualidade artística, mas principalmente por dar passos significantes na empreitada narrativa da Fase 4 do MCU e, diga-se de passagem, com uma gloriosa estreia.

quarta-feira, 14 de julho de 2021

VIÚVA NEGRA – além da homenagem | CRÍTICA



Basta percorrer algumas notícias de anos atrás para atestar que Kevin Feige, o poderoso produtor por trás do Marvel Studios, se viu encorajado a realizar um longa-metragem protagonizado por uma super-heroína somente mediante o êxito de Mulher-Maravilha. Na agenda de tantos projetos do estúdio ainda em 2017, era curioso que apenas o título de Capitã Marvel estava na lista, ainda que para ser lançado só dois anos depois, logo quando personagens femininas já familiares ao público como a Viúva Negra e Feiticeira Escarlate poderiam ser mais do que coadjuvantes. A trajetória de Natasha Romanoff (Scarlett Johansson) ao final de Vingadores: Ultimato comprovou que a super-espiã era bem estimada pelos espectadores a ponto de a ideia de uma aventura solo, entretanto póstuma, estar em produção soava mais como uma forma de aproveitar tal comoção. No fim das contas, porém, o que era pra ser apenas uma homenagem, se torna algo maior e não há o que contestar mediante uma bem-vinda adição.

terça-feira, 13 de julho de 2021

Uma escolha que já não era difícil …ou como o Plano Extra ganhou uma sobrevida

No início de 2020, eu me vi apto a começar uma nova fase da minha vida. 

Comecei março encerrando uma breve era como professor e, de prontidão, arregacei as mangas para finalizar um projeto de documentário cujo edital terminaria naquela primeira semana. 


Eu estava confiante o suficiente de que minha carreira de cineasta, enfim, tomaria os primeiros e definitivos passos me empreendendo numa jornada ininterrupta de realizações. Sem mais produções de alunos para orientar, eu estava decidido a também encerrar meu ciclo como crítico, já que acompanhar e escrever sobre lançamentos de terceiros sempre foi uma corrente pesada no meu tornozelo. 


Eu estava pronto para encerrar a minha parte no Plano Extra.