segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Midsommar: O Mal Não Espera A Noite | CRÍTICA


No que tange ao Cinema de Horror, por que é preciso ocorrer a ausência de luz para que a crueldade (em suas diversas formas de ação) venha à tona? Se o vampiresco conde Orlock aparecia antes em sombra do que fisicamente perante o quarto da donzela no Nosferatu de F.W. Murnau há quase um século, o terror ganhou novas formas de apresentação e alegorias ao longo desse tempo, ainda que uma geração mais jovem de cineastas procure replicar as fórmulas do passado com o que tecnologias recentes podem oferecer – não só uma suposta melhoria nos visuais de criaturas, mas na parte técnica que vem rendendo os tantos planos-sequências e demais atributos fotográficos e sonoros que só tendem a caprichar a experiência aterrorizante, ainda que majoritariamente situada em períodos noturnos e sujeita aos mesmos estratagemas narrativos.


quinta-feira, 5 de setembro de 2019

IT: Capítulo Dois | CRÍTICA


Ainda seu sucesso fosse justificado pelo consumo eufórico da nostalgia oitentista de Stranger Things, a verdade é que o IT: A Coisa de 2017 foi um dos melhores (ou seria o único?) remakes que a bibliografia de Stephen King teve o privilégio de ter, ainda mais num ano em que o número de lançamentos inspirados nas obras do autor pareava com a marca do Marvel Studios. Do seu elenco e vilão de composições fascinantes, além de uma decupagem engajada, o diretor Andy Muschietti nos fez flutuar por essa aventura horripilante querendo mais e agora, em sua sequência situada vinte e sete anos depois, tais expectativas são tão atendidas que o cansaço é iminente mesmo com as ótimas novidades que nem sempre surgem com balões vermelhos.