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quinta-feira, 29 de outubro de 2026

O BOSQUE SELVAGEM – esmero em excelência | CRÍTICA


Em sua memorabília de criatividade, o estúdio LAIKA sempre buscou histórias que fogem do comum ao se desprender do estigma de narrativas para o público infantil mesmo tendo protagonistas jovens em boa parte de suas tramas, bem como uma escala mais intimista sem deixar de ser surpreendente. Estando, por fim, entregando um projeto muito estimado por seus realizadores, o estúdio agora surpreende em escala e emoção com O Bosque Selvagem.


quinta-feira, 22 de outubro de 2026

CARA-DE-BARRO – uma estranha, mas positiva, tendência | CRÍTICA


Recentemente, terminei Lanternas e gostei quase nada da série da DC que conferiu um olhar mais amadurecido para a Tropa dos Lanternas Verdes como se a vergonha pela palhaçada de 15 anos atrás cometida por Ryan Reynolds ainda estremecesse o público. Somado ao meu desânimo pós-Supergirl, Cara-de-Barro era uma incógnita, um azarão daqueles que ninguém esperava que tivesse seus méritos ...e de fato o tem.


quinta-feira, 15 de outubro de 2026

DENTRO DA BALEIA – haja fôlego …ou paciência | CRÍTICA


Décadas de filmes com temática de ameaças marinhas nos levaram a temer o que espreita no oceano, geralmente posando os animais como vilões super predadores que precisam ser combatidos de forma exponencialmente satisfatória. É curioso, portanto, que Dentro da Baleia (Whalefall, no original) siga por um caminho até que introspectivo para sair desse ciclo que perde o fôlego a cada novo título.


quinta-feira, 10 de setembro de 2026

DA MAGIA À SEDUÇÃO: FEITIÇO DE AMOR ...em envolvente expansão | CRÍTICA


É curioso como o fator "nostalgia" junto com a tal "memória afetiva" são capazes de omitir quaisquer deméritos por conta da afeição de um espectador que associa uma obra com um momento específico de sua vida. Sendo assim, tendo visto Da Magia À Sedução antecipando a apreciação de sua sequência, muito me perguntei qual era tamanho apego dos fãs quando a continuação foi anunciada uma vez que o original de 1998 era incoerente em muitos pontos, além de forçar homens terrivelmente feios para Sandra Bullock. Por sorte, aqui temos uma sequência que vale a pena.


quarta-feira, 26 de agosto de 2026

MUITO PRAZER − sexo na sessão matinê | CRÍTICA

 


Novo filme de Jorge Furtado (Saneamento Básico - O Filme) é uma comédia leve, que passa rápido nas telas e na memória.

PONTO SEM RETORNO − exercício de distopia vazia | CRÍTICA

Jacob Elordi em PONTO SEM RETORNO


Em um ano que Devoradores de Estrelas foi uma grata surpresa ao nos apresentar uma pré-distopia conduzida com tanta criatividade e materiais fascinantes, era de se esperar que um cineasta de bagagem  como Ridley Scott concedesse à sua adaptação de Ponto Sem Retorno (The Dog Stars, no original) uma jornada pós-apocalíptica tão emblemática quanto os seus maiores exemplares na temática, sem significar ser refém de uma mesma estética a la Blade Runner perpetuamente. O que se vê, no entanto, é de um dos trabalhos mais desinteressados de sua carreira.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

SÓ POR UMA NOITE − diversão à parte, eles escolheram esperar | CRÍTICA

 
Monica Barbaro e Callum Turner em APENAS UMA NOITE


Conhecido por filmes como A Mentira e Amizade Colorida, o diretor Will Gluck (Todos Menos Você) está de volta com uma comédia romântica tão estilosa e de boa química tal como seus antecessores, ainda que, num olhar rígido, pouco há motivos de se achar graça na trama. Inesperadamente, Só Por Uma Noite tira graça de uma distopia colorida em que o sexo sem compromisso se torna crime em um governo conservador.


CORAÇÃO PARTIDO − elenco bonito, tempo perdido | CRÍTICA

Veronika Zhuravleva e Daniel Vegas em CORAÇÃO PARTIDO
 

Diretamente da Rússia, Coração Partido parece propor um diálogo com uma geração de adolescentes em busca do primeiro amor com a intensidade dos romances da literatura contemporânea, trazendo personagens de físicos em forma e que desconhecem feiura. No caso da adaptação do livro homônimo de Anna Jane, o que era pra ser apenas uma história apaixonada ganha outras camadas que, todavia convenientes, mais atrapalham do que reforçam o seu desenvolvimento.


quarta-feira, 24 de junho de 2026

SUPERGIRL – heroísmo em tempos de retração | CRÍTICA

 Milly Alcock em SUPERGIRL


Para a nova era da DC Studios, James Gunn tem enfatizado que cada filme terá seu próprio estilo narrativo no intuito de se afastar de qualquer apontamento de mesmice, vide a investida no próximo Cara-de-Barro e seu flerte com os filmes de body horror em contraste com o todo-esperançoso Superman. Assistindo a Supergirl, percebe-se que a proposta de seu estúdio é seguida a risca ao nos lançar em uma aventura interestelar concentrada em abordar temas maduros mesmo atrelado ao entretenimento do gênero.


terça-feira, 2 de junho de 2026

100 NOITES DE DESEJO – fica na promessa | CRÍTICA

Maika Monroe em 100 NOITES DE DESEJO

 

Inspirado no livro quase homônimo escrito por Isabel Greenberg, é inegável que o elenco de 100 Noites de Desejo seja um chamariz e tanto para se despertar um interesse pela obra. Seja por Maika Monroe, Emma Corrin e Nicholas Galiztine (de encontro a um bom momento na carreira, estreando também com Mestres do Universo), além de um apoio pontual de Richard E. Grant, Charli XCX e Felicity Jones, o que se vê é uma narrativa cuja tragédia, todavia não tão lá inédita, precisa ser abordada justamente para não se repetir.


domingo, 31 de maio de 2026

STAR WARS: O MANDALORIANO E GROGU – aventura certa, reconhecimento tardio | CRÍTICA


Lembro que, toda a vez em que assistia a um novo capítulo das temporadas de The Mandalorian, eu sempre desejava uma transição imediata para o cinema tamanha encenação empolgante que não poderia caber apenas em telas digitais. Com um lançamento mais tardio do que esperado, todavia muito bem-vindo, Star Wars: O Mandaloriano e Grogu dispensa o lado mais operístico de sua franquia para comportar uma aventura bastante envolvente para retornar ao seu habitat natural.


quarta-feira, 29 de abril de 2026

O DIABO VESTE PRADA 2 – pela resiliência do bom gosto | CRÍTICA

 Anne Hathaway, Meryl Streep e Stanley Tucci em O DIABO VESTE PRADA 2


Do sucesso imediato a fenômeno cult mantendo sua relevância ao longo de duas décadas, era esperado que a continuação de O Diabo Veste Prada, de certa forma, potencializasse tudo o que fora visto em 2006, mas seria muito de senso comum ver uma Miranda Priestly ainda mais afiada em sua escolha de palavras ou que a produção seguisse o caminho já publicado no livro “A Vingança Veste Prada”. Sem perder a etiqueta por evitar possíveis exageros, O Diabo Veste Prada 2 abraça a crise editorial como seu grande conflito.


sexta-feira, 17 de abril de 2026

PAPAGAIOS – Puro suco de Brasil | CRÍTICA

 

Filme vencedor do Júri Popular do Festival de Gramado traz discussões interessantes sobre mídia em um tempo de influencers e redes sociais.


quinta-feira, 16 de abril de 2026

MALDIÇÃO DA MÚMIA é muito horripilante | CRÍTICA

 
Natalie Grace em A MALDIÇÃO DA MÚMIA


Quem diria que, pela segunda vez consecutiva, seria a Warner a repaginar mais uma clássica narrativa de monstros? Em parceria com a Blumhouse, somando aí o peso de James Wan na produção e com a direção de Lee Cronin, Maldição da Múmia resgata o sentido de horripilante para o gênero que andava malfadado a sustos baratos e tramas enfadonhas.


quarta-feira, 1 de abril de 2026

SUPER MARIO GALAXY: O FILME – uma explosão de estímulos visuais | CRÍTICA


Luigi, Mario, Yoshi e Princesa Peach em SUPER MARIO GALAXY: O FILME

É curioso como Sonic e Super Mario, dois dos personagens mais icônicos dos games, também capitaneariam uma nova era nos cinemas. Entre a estafa de super-heróis de sagas intermináveis, o sucesso dos filmes recentes do ouriço azul e dos irmãos encanadores se deve às suas respectivas narrativas fáceis em que a suspensão da descrença é lei, ainda que, no caso dos personagens da Nintendo, recorrer à animação com recursos de ponta da Illumination Entertainment dava asas para aventuras tão frenéticas e divertidas como a franquia demanda. Na fase natural de expansão de universo em sua sequência, Super Mario Galaxy: O Filme mantém seus pontos positivos do anterior, todavia careça de um maior desenvolvimento narrativo.


terça-feira, 31 de março de 2026

O DRAMA – as entrelinhas nupciais | CRÍTICA

Robert Pattinson e Zendaya em O DRAMA

 

O que antes era mais um acordo entre famílias (diz-se, todavia ainda seja para algumas culturas), o casamento foi virando uma celebração máxima de duas pessoas com pouca ou muita pompa, mas até onde onde os recém-casados se conhecem de verdade? Até onde vai a confiança a resiliência de cada cônjuge ao se abrir e processar os relatos mais profundos de sua contraparte? Longe de ser um programa romântico, O Drama testa o limite da cumplicidade das entrelinhas nupciais.


segunda-feira, 30 de março de 2026

RUAS DA GLÓRIA – até quando isso? | CRÍTICAS


 

Há uma reivindicação de longa data do cinema queer por narrativas que retratem seus personagens e/ou suas jornadas com um mínimo de dignidade para compensar todo o preconceito sofrido no dia-a-dia, alçando um fio de esperança que a ficção tem o poder de prover ou mostrar que são pessoas iguais a quaisquer outras e merecedoras de finais felizes tanto quanto o típico herói branco. Logo, torna-se ultrajante que um filme como Ruas da Glória escolha as piores decisões para uma representação que há muito tempo deveria ser extinta.


quarta-feira, 25 de março de 2026

ELES VÃO TE MATAR – diabolicamente divertido | CRÍTICA


 

Depois de tantos anos de violência explícita, é admirável que a sanguinolência nos filmes tenha se tornado uma questão criativa praticamente de suma importância, afinal, ver banhos de sangue, vísceras e decapitações não teria o mesmo impacto caso repetidos a exaustão como há uns cinquenta anos – isso sem entrar na discussão sobre a tal normalidade desse tipo de consumo. Apelando para uma montagem pop tendo inspiração como títulos emblemáticos do gênero, Eles Vão Te Matar consegue a façanha de gabaritar esses quesitos ciente de que está mais a fim de manter o pique do jogo.


VELHOS BANDIDOS – uma roubada que vale pelo elenco | CRÍTICA

 


Toda comédia de erros tem seus acertos, mas quando a sua narrativa menos provoca riso e nos instiga a reparar nos seus furos, mais parece que entramos numa roubada nada engraçada. Sendo assim, Velhos Bandidos tinha todo um potencial cômico, mas se atrapalha em cumprir o seu propósito ainda que não lhe falte divertimento.