quinta-feira, 29 de outubro de 2026

O BOSQUE SELVAGEM – esmero em excelência | CRÍTICA


Em sua memorabília de criatividade, o estúdio LAIKA sempre buscou histórias que fogem do comum ao se desprender do estigma de narrativas para o público infantil mesmo tendo protagonistas jovens em boa parte de suas tramas, bem como uma escala mais intimista sem deixar de ser surpreendente. Estando, por fim, entregando um projeto muito estimado por seus realizadores, o estúdio agora surpreende em escala e emoção com O Bosque Selvagem.


Inspirado no livro homônimo escrito por Colin Meloy, a narrativa gira em torno do amor, seja para seus personagens como para a produção dirigida por Travis Knight (Mestres do Universo, Kubo e as Cordas Mágicas). A dedicação nos mínimos detalhes dos cenários, criaturas, pessoas e efeitos é feita com tanto esmero que é difícil apontar que se trata de uma animação em stop motion considerando seus movimentos tão precisos, apesar de efeitos visuais digitais também estarem nessa conta e muito que organicamente. Tudo está a favor de contar a envolvente jornada envolvendo Prue (Giulia Benite, na versão brasileira) e Alexandra, a Governadora Viúva, que nos levam a uma aventura moderna que não perde nada em comparação com um As Crônicas de Nárnia ou até mesmo O Senhor dos Anéis.

(© Imagem Filmes/LAIKA/Divulgação)

É curioso como Wildwood (título original) tem uma destreza narrativa a julgar por seu prólogo de tragédia (algo que pode afastar um público mais novinho) a tantas passagens divertidas ou dramáticas sem pesar a mão em um ou outro. Todos esses momentos se fazem funcionais e só crescem no gosto do espectador, que pode atestar como Knight está se saindo um cineasta cada vez mais exímio em entregar cenas de ação muito empolgantes em sua condução de câmera e coreografia (fica aqui um desejo de vê-lo conduzindo um Star Wars).


(© Imagem Filmes/LAIKA/Divulgação)

Em considerações finais, mesmo com sua duração extensa, O Bosque Selvagem é um convite para descobrir e se deixar imergir em novas histórias mágicas e sombrias bem contadas que estávamos sentindo falta em se permitir visitar mais e mais vezes em nosso imaginário e em próximas revisões.


Assista ao trailer:


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