Recentemente, terminei Lanternas e gostei quase nada da série da DC que conferiu um olhar mais amadurecido para a Tropa dos Lanternas Verdes como se a vergonha pela palhaçada de 15 anos atrás cometida por Ryan Reynolds ainda estremecesse o público. Somado ao meu desânimo pós-Supergirl, Cara-de-Barro era uma incógnita, um azarão daqueles que ninguém esperava que tivesse seus méritos ...e de fato o tem.
Do caos a lama, a jornada do ator Matt Hagen (Tom Rhys Harries) é sombria como qualquer conto situado em Gotham demanda, mas Cara-de-Barro se permite trabalhar o thriller psicológico junto com o body horror sem ter aquela soberba arrogante do Coringa embora, tal como este, careça de mais elementos do seu universo tendo em vista o hiato em que se encontra seu principal herói nesta nova era cinematográfica. A sanguinolência e a violência, se são comedidas, se fazem por cortes de planos e efeitos sonoros e na maior parte do tempo as transformações do antagonista são muito interessantes, por vezes, asquerosas, ainda que a dinâmica de resolver no corte se torne recorrente em tempo de evitar algum CGI esquisito.
Conciso e satisfatório, o filme também entrega uma boa participação de Naomi Ackie e é uma pena que certas passagens, sobretudo na vingança de Matt contra seus agressores, se faça rápida demais. Ao meu ver, até mesmo o jogo de se desconfiar de qualquer pessoa uma vez que se tem um impostor à espreita poderia tomar um tempo ainda maior, mas temo em Cara-de-Barro (Clayface, no original) uma narrativa que dá pontos favoráveis ao DCU por não se complicar demais e por investir nesse estranho caminho cinematográfico.
Assista ao trailer:


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