É verdade que o cinema de Hayao Miyazaki detém um magnetismo em suas animações que acompanha a complexidade de suas narrativas, sejam elas originais ou adaptadas, que justifica seu êxito de mais de quarenta anos por mais que essas histórias, no fundo, sejam bastante parecidas entre si. A solitude de suas personagens (a maioria, traumatizadas), a profusão de cores, o maravilhamento pelo que é estranho, a representação de arquétipos e metáforas que não esmaecem seu brilho mesmo quando as obras são revisitadas fazem com que o Studio Ghibli dispense tendências ocidentais e, para a calma e alegria dos fãs, O Menino e A Garça é mais outro bem-vindo acerto de Miyazaki.




