quarta-feira, 1 de abril de 2026

SUPER MARIO GALAXY: O FILME – uma explosão de estímulos visuais divertidos | CRÍTICA


Luigi, Mario, Yoshi e Princesa Peach em SUPER MARIO GALAXY: O FILME

É curioso como Sonic e Super Mario, dois dos personagens mais icônicos dos games, também capitaneariam uma nova era nos cinemas. Entre a estafa de super-heróis de sagas intermináveis, o sucesso dos filmes recentes do ouriço azul e dos irmãos encanadores se deve às suas respectivas narrativas fáceis em que a suspensão da descrença é lei, ainda que, no caso dos personagens da Nintendo, recorrer à animação com recursos de ponta da Illumination Entertainment dava asas para aventuras tão frenéticas e divertidas como a franquia demanda. Na fase natural de expansão de universo em sua sequência, Super Mario Galaxy: O Filme mantém seus pontos positivos do anterior, todavia careça de um maior desenvolvimento narrativo.


terça-feira, 31 de março de 2026

O DRAMA – as entrelinhas nupciais | CRÍTICA

Robert Pattinson e Zendaya em O DRAMA

 

O que antes era mais um acordo entre famílias (diz-se, todavia ainda seja para algumas culturas), o casamento foi virando uma celebração máxima de duas pessoas com pouca ou muita pompa, mas até onde onde os recém-casados se conhecem de verdade? Até onde vai a confiança a resiliência de cada cônjuge ao se abrir e processar os relatos mais profundos de sua contraparte? Longe de ser um programa romântico, O Drama testa o limite da cumplicidade das entrelinhas nupciais.


segunda-feira, 30 de março de 2026

RUAS DA GLÓRIA – até quando isso? | CRÍTICAS


 

Há uma reivindicação de longa data do cinema queer por narrativas que retratem seus personagens e/ou suas jornadas com um mínimo de dignidade para compensar todo o preconceito sofrido no dia-a-dia, alçando um fio de esperança que a ficção tem o poder de prover ou mostrar que são pessoas iguais a quaisquer outras e merecedoras de finais felizes tanto quanto o típico herói branco. Logo, torna-se ultrajante que um filme como Ruas da Glória escolha as piores decisões para uma representação que há muito tempo deveria ser extinta.


quarta-feira, 25 de março de 2026

ELES VÃO TE MATAR – diabolicamente divertido | CRÍTICA


 

Depois de tantos anos de violência explícita, é admirável que a sanguinolência nos filmes tenha se tornado uma questão criativa praticamente de suma importância, afinal, ver banhos de sangue, vísceras e decapitações não teria o mesmo impacto caso repetidos a exaustão como há uns cinquenta anos – isso sem entrar na discussão sobre a tal normalidade desse tipo de consumo. Apelando para uma montagem pop tendo inspiração como títulos emblemáticos do gênero, Eles Vão Te Matar consegue a façanha de gabaritar esses quesitos ciente de que está mais a fim de manter o pique do jogo.


VELHOS BANDIDOS – uma roubada que vale pelo elenco | CRÍTICA

 


Toda comédia de erros tem seus acertos, mas quando a sua narrativa menos provoca riso e nos instiga a reparar nos seus furos, mais parece que entramos numa roubada nada engraçada. Sendo assim, Velhos Bandidos tinha todo um potencial cômico, mas se atrapalha em cumprir o seu propósito ainda que não lhe falte divertimento.


terça-feira, 17 de março de 2026

UMA SEGUNDA CHANCE – sequer merecia uma primeira | CRÍTICA

 
Maika Monroe e Tyriq Withers em UMA SEGUNDA CHANCE

Terrivelmente insatisfeito com o que presenciei ao longo da projeção de Uma Segunda Chance, filme que adapta o romance homônimo de Colleen Hoover, reli a minha crítica do conturbado É Assim Que Acaba e notei que muito do que havia escrito sobre o filme de 2024 se aplica aqui também. A profundidade insossa do tema, os diálogos e dinâmicas aborrecíveis de seu antecessor cinematográfico estão ainda piores nessa trama de resignação e recomeço.