terça-feira, 11 de janeiro de 2022

BENEDETTA – a tentação do êxtase | CRÍTICA

 


Tornou-se um hábito esperar de Paul Verhoeven filmes não menos do que polêmicos tamanho despudor para a erotização – e é fato que Showgirls, seu melhor pior filme, ainda seja debatido por cineclubistas que gostam de equiparar a biomecânica da stripper com RoboCop. Passados 5 anos desde que Elle também causou alvoroço, o veterano cineasta holandês encontra na história (dita) verídica contada no livro de Judith C. Brown mais um tema para pirraçar os valores da Igreja Católica. 


quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

MATRIX RESURRECTIONS – redenção imaginativa | CRÍTICA

KEANU REEVES como Neo/Thomas Anderson em MATRIX RESURRECTIONS


Até o anúncio da produção de Matrix Resurrections, o desfecho agridoce de Matrix Revolutions era uma incógnita que levou 18 anos para ser respondida. Mesmo com todo o receio habitual (muito que por justa causa) do público aficionado perante consecutivas sequências de grandes franquias que rendem um infinito merchandising, é válido dizer que Lana Wachowski faz desse quarto capítulo da saga de Neo e Trinity uma obra totalmente inspirada, divertida e tão cheia de esmero enquanto uma revisão narrativa contundente.


segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

AMOR, SUBLIME AMOR – o esmero de Spielberg no resgate de identidades | CRÍTICA


Há quem se incomode com o tique hollywoodiano em fazer continuações, remakes ou reboots mais visando o lucro do que um talvez nobre propósito de reapresentar tal conto para novas gerações com melhores recursos técnicos. Era quase inimaginável também pensar que um cineasta como Steven Spielberg teria a audácia de tocar num título tão estimado como o oscarizado musical Amor, Sublime Amor logo quando o diretor sempre parece pensar à frente mesmo com as tramas de época que ficou acostumado a fazer.


sábado, 27 de novembro de 2021

ANNETTE – o espetáculo está acima da realidade | CRÍTICA


Annette conta a história de Henry (Adam Driver), um comediante de stand-up que desafia limites, e Ann (Marion Cotillard), uma cantora mundialmente famosa. Na ribalta, são o casal perfeito, saudáveis, felizes e charmosos. O nascimento da sua primeira filha, Annette, com uma característica especial que soa até cômica de tão bizarra.

quarta-feira, 24 de novembro de 2021

CASA GUCCI – um corte antiquado | CRÍTICA

 

Mesmo com todas as suas inegáveis contribuições para o Cinema, Ridley Scott é um cineasta que gosta de ficar a par das tendências (à parte de sua ojeriza aos filmes de super-heróis) colocando-se praticamente em ininterrupta atividade. Passado o recente O Último Duelo, o veterano agora se aproxima da saga informal de cinebiografias de estilistas e grifes da alta costura que se tornaram corriqueiras nos últimos quinze anos e, quase sempre, mostrando as jornadas de uma elite que, de tão gananciosa e arrogante, acabava cavando a própria cova. De certa forma, Casa Gucci não poderia ser diferente de tal média.


terça-feira, 23 de novembro de 2021

ENCANTO – fazendo a magia perdurar | CRÍTICA


Teria sido na Colômbia o berço do chamado "realismo mágico" e de tantos artistas da literatura e da música pop, mas o 60º longa-metragem de animação da Disney, por ora, não se dedica a adaptar uma obra de Gabriel García Marquez ou repetir a parceria com Shakira depois de Zootopia. Na vontade de fazer um filme sobre a América Latina, os realizadores Byron Howard, Jared Bush e a co-diretora Charise Castro Smith encontraram nas belezas naturais e na mitologia própria do país todo o clima e o mote necessários para Encanto, que só tende as expandir os méritos narrativos e artísticos do estúdio.