Suspense brasileiro patina quando
tenta passar mensagem e fica panfletário.
Virtuosas conta a história de uma influenciadora que leva seguidoras para uma mentoria especial em seu retiro, no qual muitas coisas parecem fugir de controle. Dentre as seguidoras há uma esposa de um deputado e seu filho, que poderão ter uma grande influencia nos rumos do retiro.
A influenciadora Virgínia (Bruna
Linzmeyer), um nome pra lá de sugestivo, traz consigo muito do que é tido
como a cultura das tradwifes, mulheres que buscam resgatar tradições familiares
e declaram que são submissas aos maridos.
É Nesse cenário que Virtuosas
traz consigo uma crítica social escancarada em tela, colocando nas personagens
falas que já foram ditas recentemente por figuras públicas de muito alcance no
Brasil, mas ao mesmo tempo esse discurso esbarra em uma performance fora de tom
e que prejudica os rumos do filme.
Ao querer colocar todas as
características de uma extrema-direita nas personagens, o filme para de se concentrar
em uma história para virar um quase panfleto.
A narrativa flerta em vários
momentos com um clichê das mulheres religiosas e assustadoras, mas prefere não
ir fundo no horror, preferindo ficar em um ambiente de expor hipocrisias e
lavagem cerebral do que em um fator mais fantástico. Com isso, a história tende
a ser menos impactante e abrir poucos espaços para se destacar mais.
Mas nem tudo está perdido,
algumas situações se salvam e o final é surpreendente, até certo ponto, desde
que você não queira desvendar tudo logo de cara.
Confira o trailer abaixo:

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