quarta-feira, 19 de agosto de 2026

CORAÇÃO PARTIDO − elenco bonito, tempo perdido | CRÍTICA

Veronika Zhuravleva e Daniel Vegas em CORAÇÃO PARTIDO
 

Diretamente da Rússia, Coração Partido parece propor um diálogo com uma geração de adolescentes em busca do primeiro amor com a intensidade dos romances da literatura contemporânea, trazendo personagens de físicos em forma e que desconhecem feiura. No caso da adaptação do livro homônimo de Anna Jane, o que era pra ser apenas uma história apaixonada ganha outras camadas que, todavia convenientes, mais atrapalham do que reforçam o seu desenvolvimento.


Na trama, a jovem Polina (Veronika Zhuravleva) começa os estudos em uma nova escola, mas passa a ser vítima constante de bullying pelas colegas. Atraída por um rapaz que vive no prédio em frente ao seu quarto e também colega de classe, a vida de Polina começa a mudar quando o todo misterioso Bars (Daniel Vegas) decide proteger a garota depois de sucessivas humilhações. De namorados por questão de proteção, sentimentos verdadeiros vão surgindo entre os dois mesmo que entre discussões e relutâncias por parte de ambos.


De uma paixonite juvenil, Coração Partidos passa a apresentar muito mais do que uma encenação sobre bullying e até sobre a entrada de jovens no meio do crime. Ao apresentar o núcleo familiar de Polina, descobrimos também mais triângulos amorosos e até uma crescente na abordagem da violência doméstica. Ainda assim, mesmo com um elenco muito bonito e fotografia instagramável, todo o roteireiro se torna maçante e impaciente de torcer por esse caso de amor. Talvez tenha uma classificação indicativa máxima para ver e ainda se deslumbrar com a narrativa.


Assista ao trailer:



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