Do sucesso imediato a fenômeno cult mantendo sua relevância ao longo de duas décadas, era esperado que a continuação de O Diabo Veste Prada, de certa forma, potencializasse tudo o que fora visto em 2006, mas seria muito de senso comum ver uma Miranda Priestly ainda mais afiada em sua escolha de palavras ou que a produção seguisse o caminho já publicado no livro “A Vingança Veste Prada”. Sem perder a etiqueta por evitar possíveis exageros, O Diabo Veste Prada 2 abraça a crise editorial como seu grande conflito.
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| (© 20th Century Studios/Reprodução) |
É curioso notar que, embora imerso no mundo da alta moda, a narrativa não veste um viés tecnicista, abraçando mesmo a cultura pop que manteve a própria marca como uma referência de bom entretenimento. Sendo assim, o filme detém uma ótima seleção de músicas que vão desde canções atuais de Dua Lipa, Miley Cyrus, Laufey e Raye, sem se esquecer do ícone fashionista que é “Vogue”, de Madonna. Por outro lado, o filme parece depositar confiança no chamariz da participação de Lady Gaga em cena (ótima!) e com músicas novas, mas é difícil prever se “Runway” ou “Shape Of A Woman” vão cair no gosto popular logo após uma era de hits tão marcantes como sua recente era “Mayhem”.
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| (© 20th Century Studios/Reprodução) |
Bem equilibrado entre o divertimento e o show de elegância ante a complexidade de trazer uma trama amadurecida, todavia pareça necessitar de um conflito de maior peso, O Diabo Veste Prada 2 (The Devil Wears Prada 2, no original) é uma passarela de momentos coerentes de graça espontânea e muitas pontas famosas não só do mundo da moda, denotando que o bom gosto é o fator de maior valia aqui.
Assista ao trailer:



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