sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

LEGO Batman: O Filme | CRÍTICA


Dirigido por Chris McKay, LEGO Batman: O Filme (The LEGO Batman Movie, no original) é sobretudo marcado pela sátira intertextual e metalinguística, característica recorrente nas obras do diretor já acostumado com animações. Apresentando um Bruce Wayne (Will Arnett/Duda Ribeiro) extremamente narcisista, trata-se de uma história otimista sobre família e sua importância na vida das pessoas, sejam elas super-heróis ou não.

Um Batman teimoso persiste em não precisar de ninguém, quando Coringa (Zach Galifianakis/Marcio Simões) reúne todos os vilões que conhece no plano mais diabólico de sua vida. É então que, quase sem querer, Bárbara Gordon/Batgirl (Rosario Dawson/Guilene Conte), a substituta do comissário Gordon, o mordomo Alfred (Ralph Fiennes/Julio Chaves) e um filho adotivo (!), Dick Grayson/Robin (Michael Cera/Andreas Avancini), dão uma reviravolta na vida do Homem-Morcego, que precisa enfrentar os vilões mais cruéis da cultura pop.


De trilha e ritmo frenéticos, com uma beleza colorida de encantar da mais tenra criança até o mais rabugento do adulto, a aventura LEGO de Batman tem um timing humorístico de se admirar. As piadas funcionam bastante bem com todo o público, trazendo referências aos mais velhos e gracejos aos novinhos – o que só é bem-sucedido graças às excelentes adaptações realizadas pelo processo de dublagem.

Às vezes absurdo, o filme é eficaz em conquistar o espectador, que se entrega à realidade LEGO, fazendo um bom uso dessa nova estética fílmico-comercial em prol do divertimento no mainstream. Um filme para rir, mas, como de costume na recém-nascida produção dos bloquinhos de montar, com uma mensagem sensível. Vale a pena ver em família, principalmente com os pequenos.



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