terça-feira, 21 de abril de 2020

Better Call Saul (5ª Temporada) | CRÍTICA


A quinta temporada de Better Call Saul (2020) é a primeira temporada de Saul Goodman em estado bruto. O advogado de comportamento tipicamente desviante e inovador começou a atender em Albuquerque sob esse novo nome. A construção do personagem que tanto chamou atenção em Breaking Bad a ponto de ganhar um spin-off foi lenta e exigiu dos espectadores uma boa dose de paciência com os criadores Vince Gilligan e Peter Gould que, provavelmente, irão manter até o final da série a bem-sucedida dependência dos estudos sobre construção de personagens, principalmente aqueles que dizem respeito à jornada do herói, ou seja, em BCS, os personagens são o centro de um universo no qual tudo o mais orbita.

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica | CRÍTICA

Gif de Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica (Onward)

Quase já não surpreende mais ninguém o fato de que as franquias cinematográficas da Disney possuem, em sua maioria, histórias com um forte teor familiar que, entre atritos e conflitos, resultam em catarses poderosas na valorização do próximo. Nos contos da Pixar, a ausência de figuras paternas passou de algo talvez terciário (jamais vimos o pai de Andy na trilogia Toy Story) a primordial (Procurando Nemo, Os Incríveis, O Bom Dinossauro) até culminar à fascinante revelação de Viva: A Vida É Uma Festa e, agora, seguindo o fio, Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica traça um admirável exercício de renovação de um mote universal com muita magia pra ninguém por defeito.

terça-feira, 7 de abril de 2020

Princesa Mononoke | CRÍTICA

Foto de Princesa Mononoke

Princesa Mononoke é um intenso, envolvente e encantador longa de animação produzido pelo Studio Ghibli, escrito e dirigido pelo aclamado diretor Hayao Miyazaki. O filme dialoga, principalmente, sobre a dificuldade que nós humanos temos de viver em harmonia com a natureza e como isso é agravado pela ganância e pelo avanço científico, bélico e populacional da sociedade. E, apesar do filme tratar de temas sérios e palpáveis, magia e mistério não faltam quando o assunto é a floresta presente em Mononoke Hime, repleta de espíritos, deuses e seres mágicos. 

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Sequência do sucesso coreano, Invasão Zumbi 2: Península ganha primeiro trailer

Foto de Invasão Zumbi 2: Península

Depois do bem-sucedido lançamento de Invasão Zumbi (Train to Busan, 2016), a Paris Filmes traz às telonas Invasão Zumbi 2: Península. 

A nova trama, também dirigida por Sang-ho Yeon, revela uma Coréia do Sul completamente isolada devido a um vírus misterioso que transformou seus habitantes em zumbis. Com isso, inicia-se uma luta desesperada para escapar da península abandonada.

terça-feira, 31 de março de 2020

O Serviço de Entregas da Kiki | CRÍTICA


Com a recente inclusão de um ciclo de filmes do Studio Ghibli no catálogo da Netflix, O Serviço de Entregas da Kiki (Majo no Takkyūbin), lançado em 1989, é uma das animações do renomado estúdio que estão à disposição do público. Contando a trama de uma jovem bruxa de treze anos que sai de casa para praticar suas habilidades pelo período de um ano, Kiki (Minami Takayama), acompanhada de seu gato preto Jiji (Rei Sakuma), decide partir numa noite de lua cheia e céu limpo. Acompanhamos sua jornada em busca de uma cidade acolhedora, novos amigos e crescimento pessoal.

domingo, 22 de março de 2020

A Pirâmide Humana | CRÍTICA



A Pirâmide Humana (La Pyramide Humaine, 1961) é um filme experimental. A frase por si só provoca uma desconfiança no público, pois é tênue a linha que separa a criatividade do mero diletantismo. Todavia, Jean Rouch, o cineasta por trás do projeto, vinha há alguns anos realizando filmes em países da África, os quais eram recebidos de modos controversos na França. Nesse país, seus filmes oscilavam entre o reconhecimento acadêmico (Jaguar) e a polêmica com esses mesmos intelectuais (Os mestres loucos). Contudo, sua sólida formação no campo da etnografia permitiu esse passo audacioso. A audácia que me refiro diz respeito a filmar estudantes negros e brancos do Liceu de Abidjan, capital da Costa do Marfim, em suas relações interpessoais durante as férias escolares. Parafraseando o que diz a cartela inicial do filme: quando essa brincadeira começou, Rouch filmou o desenrolar.