quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Moonfall | CRÍTICA


Poucos diretores são tão "autorais" quanto Roland Emmerich, ao ponto de soar monotemático em cada novo filme. Ele já entregou algumas obras divertidas, como seu maior sucesso, Independence Day, ou o bom passatempo O dia depois de amanhã, porém, a maioria de sua filmografia é repleta de bobagens (vide 2012) e bombas como Godzilla (1998) ou 10.000 a.C.. Portanto, as expectativas de qualquer novo filme do diretor alemão são bem baixas.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

Tô Ryca! 2 | CRÍTICA


Como toda comédia brasileira de sucesso, chega a vez de Tô Ryca! ter sua continuação passados mais de cinco anos desde o lançamento de seu original. Funcional em seu entretenimento por mostrar algo tão cobiçado pela maior parte dos brasileiros, a sequência estrelada por Samantha Schmütz e Katiuscia Canoro agora se concentra nos surtos de todo milionário emergente que se vê esvaziado ao perder tudo.


quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

O BECO DO PESADELO – fascínio ao passado | CRÍTICA


O Beco do Pesadelo (Nightmare Alley, no original) é mais outro acerto do todo caprichoso Guillermo del Toro, que agora se desprende de suas habituais tramas fantasiosas enveredando-se para uma narrativa psicologicamente perturbadora. Entre shows de ilusionismo, leituras de tarô e até terapias incomuns para a psicologia do final da primeira metade do século XX, o oscarizado cineasta de A Forma da Água aproveita para esbanjar a sua cinefilia em tela.

terça-feira, 11 de janeiro de 2022

BENEDETTA – a tentação do êxtase | CRÍTICA

 


Tornou-se um hábito esperar de Paul Verhoeven filmes não menos do que polêmicos tamanho despudor para a erotização – e é fato que Showgirls, seu melhor pior filme, ainda seja debatido por cineclubistas que gostam de equiparar a biomecânica da stripper com RoboCop. Passados 5 anos desde que Elle também causou alvoroço, o veterano cineasta holandês encontra na história (dita) verídica contada no livro de Judith C. Brown mais um tema para pirraçar os valores da Igreja Católica. 


quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

MATRIX RESURRECTIONS – redenção imaginativa | CRÍTICA

KEANU REEVES como Neo/Thomas Anderson em MATRIX RESURRECTIONS


Até o anúncio da produção de Matrix Resurrections, o desfecho agridoce de Matrix Revolutions era uma incógnita que levou 18 anos para ser respondida. Mesmo com todo o receio habitual (muito que por justa causa) do público aficionado perante consecutivas sequências de grandes franquias que rendem um infinito merchandising, é válido dizer que Lana Wachowski faz desse quarto capítulo da saga de Neo e Trinity uma obra totalmente inspirada, divertida e tão cheia de esmero enquanto uma revisão narrativa contundente.


segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

AMOR, SUBLIME AMOR – o esmero de Spielberg no resgate de identidades | CRÍTICA


Há quem se incomode com o tique hollywoodiano em fazer continuações, remakes ou reboots mais visando o lucro do que um talvez nobre propósito de reapresentar tal conto para novas gerações com melhores recursos técnicos. Era quase inimaginável também pensar que um cineasta como Steven Spielberg teria a audácia de tocar num título tão estimado como o oscarizado musical Amor, Sublime Amor logo quando o diretor sempre parece pensar à frente mesmo com as tramas de época que ficou acostumado a fazer.