Às margens do Rio Danúbio, um rapaz critica seu irmão mais novo pelo excesso de álcool que cada vez mais arruina seu plano de vida na capital austríaca. Emigrantes búlgaros de ascendência cigana, assim como outros jovens de vinte e poucos anos, os dois irmãos desembarcaram em Viena sob o pretexto de que haveria empregos na região, mais especificamente, em bares alternativos. A sinfonia dramática que abre Irmãos da Noite (Brüder der Nacht) prenuncia um filme prestes a abordar a rotina agridoce destes garotos de programa "involuntários", regozijando-se da beleza da boemia homoerótica.
quinta-feira, 23 de junho de 2016
segunda-feira, 20 de junho de 2016
A Comunidade | CRÍTICA
De seus títulos mais conhecidos, a filmografia de Thomas Vinterberg se resume a produções com dramas intensos envolvendo um considerável número de personagens motivados por um conflito particular que poderá ser solucionado pela boa vontade do coletivo ou não. A Comunidade (Kollektivet) não poderia ser menos diferente e, mais uma vez, o diretor dinamarquês entrega um filme cativante que emociona em vários aspectos ao focar no ímpeto por mudanças de uma família, redescobrindo as consequências do que é novo aos olhos e ao coração.
sábado, 18 de junho de 2016
Como Eu Era Antes de Você | CRÍTICA
Exigências de sobra impostas por padrões de beleza ou fatores socioeconômicos, há quem acredite que o amor possa ser construído a partir das diferenças. Desse mínimo de afinidade, a relação vira um exercício misto de aceitação e compartilhamento de ideias e gostos que se tornam cada vez mais interessantes e efusivos em meio a carinhos em expansão, fazendo com que uma pessoa seja essencial para a outra quando menos se espera. Baseado no livro homônimo de Jojo Moyes, que também assina o roteiro, Como Eu Era Antes de Você procura refletir sobre a alteridade em tempos de egocentrismo enquanto a trilha sonora cumpre sua parte em deixar o filme mais apaixonante.
sexta-feira, 17 de junho de 2016
As Tartarugas Ninja: Fora das Sombras | CRÍTICA
Com uma nova fase iniciada em 2014 produzida por Michael Bay e Brad Fuller, As Tartarugas Ninja voltaram a estrelar nos cinemas com físico bombado e personalidade de menos, resultando num roteiro carente de passagens originais, abraçando elementos de outros blockbusters (como os vários Transformers e o discutível O Espetacular Homem-Aranha) e longe de ser cômico como seus primeiros filmes ou a série animada original. Quando anunciam a continuação de um filme que fora mal recebido por público e crítica, espera-se, portanto, uma reparação do que não deu certo, a reconciliação onde todos saem felizes com a experiência vista. Infelizmente, não é esse o caso de As Tartarugas Ninja: Fora das Sombras.
quinta-feira, 16 de junho de 2016
Conheça os vencedores do 5º Olhar de Cinema!
Depois de uma semana intensa entre idas e vindas nos shoppings Crystal e Novo Batel, em Curitiba, os vencedores do 5º Olhar de Cinema foram anunciados na noite do dia 15 de junho. Com uma ampla seleção de filmes, que só contou com títulos inéditos no Brasil, o festival internacional de Curitiba se reafirmou como uma das mais importantes vitrines do cinema independente no país, exibindo também filmes clássicos brasileiros e internacionais.
Com uma proposta de olhar para si em busca de amadurecimento, o festival se encerra também consagrando produções nacionais aclamadas pelo público e júri.
quarta-feira, 15 de junho de 2016
Eles Vieram e Roubaram Sua Alma | CRÍTICA (5º Olhar de Cinema)
Há uma cartela de texto no filme A Cor do Romã, exibido na Mostra Olhares Clássicos, que expõe um pensamento universal que muito traduz nossas ações no cotidiano: "procuramos nos outros a nós mesmos". Eles vieram e roubaram sua alma, primeiro longa dirigido pelo gaúcho Daniel de Bem, não poderia ser menos autorreflexivo quanto ao seu modo de fazer filmes independentes, dramatizando as vidas de seus colegas em busca da poesia da vida contida nas linhas do vídeo. De seus diálogos entrosados divididos entre as três partes apresentadas, nem mesmo a nostalgia do VHS consegue se sobrepor ao vazio existencial do protagonista que tanto contamina a obra.
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