quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Missão: Impossível - Nação Secreta | CRÍTICA


Depois de escalar o Burj Khalifa em Dubai e conter uma nova crise dos mísseis, Ethan Hunt (Tom Cruise) e sua equipe da IMF continuam enfrentando os impasses cada vez maiores do governo em manter a agência em operação, que há tempos já se mostrava bastante vulnerável. Rumores de que o Sindicato está cada vez mais presente e o sumiço do agente Hunt levam o resto da equipe a agir por conta e sob o olhar rigoroso da CIA. Novamente, os limites da ação são testados em Missão: Impossível - Nação Secreta (Mission: Impossible - Rogue Nation) que se alia também com a excelente dose de diversão que tomou conta do episódio anterior.

Presenteando os espectadores e fãs de longa data com uma incrível sequência de Ethan tentando invadir um avião em plena decolagem (algo que, pelo terno do personagem e o cenário, me pareceu uma homenagem diferenciada à icônica cena de Cary Grant em Intriga Internacional), acompanhamos o cerco se fechar em volta dos agentes William Brandt (Jeremy Renner), Benji Dunn (Simon Pegg, ótimo e ainda mais presente) e o parceiro de longa data de Hunt, Luther Stickel (Ving Rhames), depois que Ethan é sequestrado pelo Sindicato e dado como morto pela CIA, controlada pelo (quase dispensável) Alan Hunley (Alec Baldwin, sendo ele mesmo, de novo), vindo a assumir/burocratizar as operações da fragilizada Impossible Mission Force, agora derrubada.



Escrito e dirigido por Christopher McQuarrie, neste novo M:I a produção toma como desafio proporcionar sequências explosivas tão impressionantes quanto as vistas nos episódios anteriores e, não o bastante, testar a própria capacidade humana (ou melhor, de Tom Cruise) em novos perigos, sem deixar de lado a inteligência e o intuito de divertir entre tantas perseguições. É claro que também não falta charme, e essa cota é preenchida pela competente e sensual Rebecca Ferguson, que faz da sua Ilsa Faust uma espiã audaz e mui intrigante. Se no cativeiro de Hunt a moça passou confiança, é na fantástica sequência da ópera de Turandot (com sua montagem e atuações exemplares do elenco) que o caráter da moça é posto à prova. Quem faz parte da Nação Secreta? O que Solomon Lane quer, afinal? Essas perguntas condutoras têm respostas fáceis, ainda que um pouco confusas, mas é a agente-tripla ali que parece ser o grande mistério da trama.



Guardando o melhor para o Marrocos, Nação Secreta dificilmente oferece fôlego (e isso é bom!), tanto ao espectador como para Ethan, logo quando oxigênio é o que ele mais precisará na tensa cena do poço hi-tech de água numa usina, para já em seguida sair às ruas e perseguir os inimigos do Sindicato até mesmo nas estradas curvadas marroquinas. Um deleite visual aliado ao ronco potente das motos em alta velocidade que, infelizmente, não se estendem até o final do filme.

Em suas iterações de sempre querer corromper a IMF e trazendo personagens dúbios com o intuito de incomodar o espectador até o seu momento derradeiro, com seus vilões às vezes caricatos propondo planos pra lá de defasados, a série demonstra cada vez mais o significado de uma parceria verdadeiramente amistosa e que se fortalece ainda mais quando envolvem contagens regressivas. 

Da minha parte, espero que haja uma futura contagem regressiva. Diferente do timer de uma ameaça global, é claro, aguardando por mais uma nova missão de Ethan Hunt e turma, que aprendem com os erros anteriores.




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