quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

A 5ª Onda | CRÍTICA



À primeira vista, A 5ª Onda (The 5th Wave), para os que não leram o livro homônimo do autor Rick Yancey, pode parecer ser mais um daqueles filmes-catástrofe que são acompanhados por um enredo apocalíptico, apelo melodramático e cenas de ação. Há uma grande lista de filmes no gênero que basicamente que tratam de destruição da terra e consequentemente da humanidade, em que sobreviventes são expostos a todo tipo de situação decorrentes do fim do mundo iminente. As causas podem ser "naturais" providas da própria natureza enfurecida, ou por consequência de terceiros (sendo esta a questão do filme), soando a princípio semelhante ao Guerra dos Mundos de 2005, o qual a Terra está sendo dizimada por alienígenas.


Dirigido por J. BlakesonA 5ª Onda conta a história de Cassie Sullivan (Chloë Grace-Moretz), uma adolescente comum que vai a festas, tem amigos, respeita as regras de casa e tem uma ligação forte com seu irmão caçula. Ela de repente tem sua vida transformada pelo início da dominação dos "Outros" que dão início ao passo a passo ou "Ondas" para a extinção completa de uma espécie humana que incluem falta de energia, tsunamis, doenças e a manipulação de humanos para que estes mesmo matem os últimos sobreviventes. Cassie, ao ser separada de seu irmão, faz de seu encontro um objetivo, sendo esta a linha trajetória da narrativa.






A certa altura, o espectador percebe que não se trata de filme exatamente no estilo citado, mas um parente distante das tão comentadas franquias de mundos distópicos para o público infanto-juvenil como Jogos Vorazes, Divergente, entre inúmeros na modalidade. Um pseudo triângulo amoroso, vislumbre de corpo escultural, amor entre mundos diferentes, jovens e crianças indo para a "batalha"… tudo isso está incluso no pacote de A 5ª Onda. Contudo, o grande porém na verdade encontra-se nos personagens e diálogos poucos explorados e de certa forma vazios que não justificam grande parte dos acontecimentos e custam cativar o público. 


Chloë Grace Moretz é uma boa atriz, mas neste caso, não consegue convencer muito no gênero "lutando por sua vida para salvar alguém". Entende-se que ela é uma atriz jovem, de apenas 18 anos, e especialmente em cenas solitárias em que demandavam muita expressão e emoção por conta própria, a própria atriz diz ter tido dificuldade. Em relação ao filme, ela também afirma que este se diferencia diante dos "concorrentes" por ela ser apenas uma garota comum, sem poderes ou treinamentos especiais, além de ocorrer na atualidade, sem ser nos tão falados mundos imaginários séculos a frente.

Compreende-se de um modo geral o porque do filme ter sido feito, já que estamos vivenciando uma onda favorável ao tema. O que pecou foram um roteiro e uma direção incapazes de extrair a devida qualidade que a história poderia proporcionar, sem permanecer nos grandes clichês que acabaram ocorrendo. O final da ideia de uma possível continuação no futuro. Então só nos resta esperar por algumas decisões melhores na exploração deste tema popular e ainda muito interessante que coloca a prova as relações humanas e o limite do indivíduo para sua sobrevivência.




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