quarta-feira, 27 de maio de 2015

Terremoto: A Falha de San Andreas | CRÍTICA


A Falha na placa tectônica de San Andreas, na Califórnia, tem um histórico enorme de estragos na costa leste estadunidense, e também motivos de sobra para filmes-catástrofe. Dessa vez, no entanto, a tendência é para o pior e as consequências, inestimáveis. No meio de todo o caos, uma família tenta se reencontrar em Terremoto: A Falha de San Andreas (San Andreas).


A equipe de sismologistas liderada por Lawrence (Paul Giamatti) descobre pequenos tremores ao redor da Califórnia e de Nevada, mas até então, nada alarmante. Apenas uma comprovação de que sua tecnologia em prever os abalos sísmicos está cada vez mais eficiente. Por outro lado, o piloto de helicóptero Ray Gaines (Dwayne 'The Rock' Johnson) e sua equipe de socorristas resgata uma moça cujo carro foi empurrado para uma fissura, exigindo um alto preparo da equipe. Se o desastre-título ainda não começou de fato, é Ray que recebe um abalo ao receber uma carta de divórcio e saber pela filha, Blake (Alexandra Daddario), que sua ex-esposa Emma (Carla Gugino) pretende se casar com um empreiteiro dono do maior prédio em construção em San Francisco. Cabe ao praticamente solitário piloto apenas resgatar mais pessoas, ainda mais que os tremores alcançaram danos e números cada vez mais preocupantes na escala Richter, até descobrir que sua família também está em perigo.


Pra início de conversa, Terremoto não é um filme excepcional. Vítima de um subgênero com cenas gritantemente devastadoras, personagens pouco exploradas, afinal, o que importa para o espectador é a sua sensação de segurança (ainda que lhe proporcione reflexões), o filme ainda segue o estilo convencional. O diretor Brad Peyton acerta em tornar a experiência sensível, deixando de ser um desastre contemplativo e traça um trabalho de câmera interessante ao mostrar pessoas em constante aflição e mortes súbitas, como no caso do bom plano-sequência em que Emma está na cobertura do prédio e precisa alcançar o topo em pleno desmoronamento. Ainda assim, beira ao incômodo a enxurrada de frases expositivas proferidas essencialmente por Alexandra Daddario que, se por um lado demonstra boa firmeza nas cenas de ação salvando a pele do interesse romântico, logo a narrativa deixa a garota indefesa para deixar o pai salvá-la e tentar contornar os erros do passado.



A presença sempre bem humorada de The Rock garante um ritmo pouco cansativo ao filme, embora as catástrofes se intensifiquem cada vez mais e pareçam exigir esforços sobre-humanos, tornando a ser divertido presenciar Ray usando uma gama de meios de locomoção, seja por terra, céu ou mar, para alcançar seu objetivo final. Egoísmo, talvez convencional, em salvar a família protagonista e jogar aquela tradicional dose de patriotismo americano a parte, a maior falha em San Andreas é ter uma conversão 3D praticamente ausente de profundidade, logo quando poderia ter uma experiência muito mais caótica e imersiva.



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