quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

A Escolha | CRÍTICA



Você pode até não gostar de filmes 100% românticos, mas este gênero está bastante presente no catálogo cinematográfico e seu grande sucesso e reconhecimento o torna necessário no meio. Há dias em que nosso humor precisa de produções não complexas e de fácil apreciação, apenas entretenimento. Dependendo do sentimento que desejamos buscar com aquele momento que merece um filme, os românticos podem ser uma boa pedida por trazerem a experiência de explorar emoções que só temas com amor e claro, drama, podem conceder.



Talvez o escritor contemporâneo mais adepto deste estilo, Nicholas Sparks conquistou milhões de fãs ao redor do mundo que aguardam ansiosamente para cada livro lançado e cada adaptação feita – de suas vinte obras literárias, onze viraram produções cinematográficas. Um Amor para Recordar, Diário de uma Paixão e Querido John são alguns de seus trabalhos para as telonas mais lembrados, os quais contavam com a participação de atores com nome de peso para interpretar e compor o sucesso das obras.



No passado, os filmes aconteciam com uma certa distância de tempo, mas todos os anos praticamente recebemos mais uma de suas adaptações que tem seguido uma receita básica de relacionamento imprevisível e inesquecível juntamente com uma situação que complique esta união. Por vezes, com os ingredientes certos, o resultado final é positivo de forma inquestionável, porém no caso de A Escolha (The Choice), adaptação do livro de 2007 dirigida por Ross Katz, esta composição toda trouxe algo "sessão da tarde", apropriando-se de elementos que já vimos e conhecemos bem, sem surpresa alguma envolvendo a trama.



Os protagonistas são conhecidos por papéis anteriores que não são capazes de superar a bagagem dos atores dos primeiros filmes Nicholas Sparks. Na história, conhecemos Travis Parker, interpretado por Benjamin Walker (Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros), um veterinário solteiro que vive muito bem sua condição até que Gabby Holland, Teresa Palmer (Meu namorado é um Zumbi, Eu sou o número Quatro), muda-se para a casa ao lado e vai alterar o rumo do que ele acredita. Ela sendo estudante de medicina, mesmo tendo um colega de hospital como namorado, a conexão entre Travis e Gabby é inevitável. Entre dúvidas e discussões, há o ápice do drama como já era de se esperar, levando os personagens a grandes emoções e a verdadeira prova de amor.

É muito difícil se cativar pelos personagens secundários, mas mesmo sendo o foco no casal protagonista, este não consegue mudar essa consequência de frases e situações já vistas e revistas. Mesmo sendo um livro muito aguardado pelos fãs, a sua adaptação para o cinema pode até agradá-los (seguidores assíduos do escritor), mas do contrário espere uma trama morna e sem o encantamento já mostrado em outras produções. Dessa vez, a receita de bolo não deu certo.


       

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