sexta-feira, 15 de junho de 2018

Homens Que Jogam | CRÍTICA (7º Olhar de Cinema)


Vencedor do Prêmio Olhar de Melhor Filme na sétima edição do Olhar de Cinema, Homens Que Jogam (Playing Men, no original) é um antropológico ensaio documental que diz muita coisa mesmo em seus sessenta minutos cravados. Portanto, não espere alguma lógica narrativa do experimento que o diretor e roteirista Matjaž Ivanišin dos segmentos que ele apresenta ao retratar casos particulares do Leste Europeu senão a contagiante sinergia que jogos e demais práticas masculinas tanto afetam aqueles povos por anos a fio.


Munindo-se de imagens rodadas em película, digital e vídeos de arquivo, Ivanišin nos leva dos gramados que sediam o besuntado wrestling turco praticado tanto por homens como por meninos, passando por um caso hilário de uma rodela de queijo marchigiano apresentado por um padre africano a várias rodas de jogos de contas com as mãos que deixam a rapaziada aos berros, surtos e outras provocações – nisso, um jogador mais velho recomenda que é preciso ter uma boa saúde para se empreitar nisso.


Próximo da metade da projeção, um sujeito narra e mostra Ivanišin sentado em uma cafeteria passando por um bloqueio criativo que o impede de continuar com o seu filme que, na verdade, também se faz um estudo sobre a pluralidade do verbo inglês "to play". Ciente do risco de suas próximas digressões serem eficientes em tela ou não, o cineasta encerra sua obra antropocêntrica retomando a paixão que o público como um todo – homens, mulheres, jovens e senis – tem pelo esporte; uma felicidade coletiva que nenhum problema externo é capaz de dissolver ao ver um atleta de sua nação ganhar um importante prêmio e manifestar um particular desejo de celebrar tal vitória.




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