quarta-feira, 6 de setembro de 2017

O Acampamento | CRÍTICA


Um protagonista desavisado descobre um esquema criminoso e é perseguido pelo autor, culminando em consequências catastróficas que podem levar à sua sobrevivência ou não. Um enredo típico de um thriller de sobrevivência que é reeditado neste protocolar filme australiano dirigido por Damian Power.

Em O Acampamento, Sam (Harriet Dyer) e Ian (Ian Meadows) são um casal em busca de um lugar para acampar no ano novo. No meio do caminho se deparam com German (Aaron Pedersen) que os aconselha a irem a um outro local, uma vez que seu carro não é adequado ao destino pretendido. Chegando lá, eles se deparam com uma cabana, mas não encontram os donos e um tempo depois, descobrem uma criança perdida e machucada que é o ponto que entrelaça três tramas, culminando em uma tensa sequência final.


Por ser rodado na Austrália, o clima é árido, o que deixa a luz e o aspecto da imagem com uma tonalidade amarela muito agradável e a floresta possui árvores com troncos muito finos, o que corrobora para cenas de perseguição criando pequenos corredores que impossibilitam a possibilidade de se esconder. Isso corrobora acrescentando uma dimensão diferente ao thriller, retirando a dimensão do medo e o impacto que viria se fosse rodado à noite ou em uma floresta mais densa, por outro lado, ganhamos uma dimensão de desconforto.

O ritmo de Killing Ground é construído pela montagem, que concatena as três tramas do filme e o passado ao presente. A violência é pouco explícita, à beira da omissão, o que lega ao filme pouco impacto e inventividade. Por outro lado, a força motriz do filme é sua tensão e a morte, por exemplo, põe fim a essa estratégia – e como no filme são muitas, explica-se a curta duração do filme, de 1h20 min.

E o filme se conclui com um olhar incrédulo e um pouco choroso de Sam ao marido depois de sobreviverem a um grande evento, incrédula por tudo o que aconteceu em meio a uma viagem tão inocente.



Nenhum comentário:

Postar um comentário