quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Fora do Rumo | CRÍTICA



Jackie Chan volta as telas em Fora de Rumo, uma nova comédia de ação dirigida por Renny Harlin (Duro de Matar 2), que traz de volta todas as coisas necessárias para ser um filme estrelado por Jackie Chan, como as cenas de lutas que de repente pausam para alguma piada, o uso do cenário nas lutas, e a necessidade de um companheiro em sua jornada, que ficou no dever de Johnny Knoxville (Jackass).

A narrativa começa em Hong Kong, onde Benny Black (Chan), um policial, corre para salvar seu parceiro, que está com um colete de bombas em seu corpo, deixadas lá pelo Matador. Sem sucesso, seu parceiro se sacrifica pulando de um penhasco e deixando Benny vivo. Após isso, avançamos nove anos, e acompanhamos Benny correndo atrás dos homens responsáveis pela morte de seu parceiro. Seguindo o estilo de luta marcial dos filmes de Chan, aqui temos tudo presente na primeira luta, como o uso de diversos objetos para deixar a cena mais leve e cômica. Depois, passamos para a Rússia, e somos apresentados a Connor Watts (Knoxville), um americano viciado em jogos que foi capturado por um grupo inimigo. Samantha (Bingbing Fan), filha do parceiro de Benny, que passou a noite com Connor, vai avisar Benny sobre a situação, devido aos envolvidos estarem relacionados a morte do ex-parceiro. A partir desse momento, inicia-se a jornada de Benny e Connor, que começa turbulenta pelo fato de Benny ter que levar Connor até Hong Kong para ele ser preso, mas que precisam unir forças para lutar contra um sindicato do crime que está atrás deles.


O roteiro de BenDavid Grabinski e Jay Longino é ruim. Nenhum momento salva o filme, pois é totalmente genérico e clichê, e acaba se perdendo no meio de tantas tentativas de plot twists, que deixam o filme confuso; outro ponto é o fato de voltar várias vezes para tentar explicar as cenas aos poucos, sem revelar tudo de uma vez. Como em todo filme de ação, efeitos especiais são necessários, e a necessidade de muitas explosões acaba deixando o filme ridículo, sendo possível ver o contorno do efeito, principalmente na cena final envolvendo um helicóptero. O único destaque, de leve, fica para a fotografia, que consegue mostrar bastantes paisagens bonitas, mas apenas isso.

As atuações do filme também não agradam. Jackie Chan (Hora do Rush, Karate Kid) é aquele ator marcante que muitos acompanharam durante anos com suas comédias inovadora com suas técnicas em cenas de ação, porém, aqui o ator mostra que seu carisma já não é mais o mesmo e passa a impressão de estar cansado sempre, fazendo um personagem que já reencenou várias vezes. Uma tentativa falha de carga dramática é colocada em cima de seu personagem, ainda mais quando o ator não transparece isso. Johnny Knoxville (Elvis e Nixon, Vovô Sem Vergonha) seria o personagem mais cômico da dupla, mas seu carisma também não é o suficiente para agradar, grande parte disso por conta do roteiro que mal construiu suas personagens.


Junto ao fato da edição e direção confusa, falhando em cortes e incidentes que se repetem, e de suas personagens fracas que não conseguem divertir, Fora do Rumo (Skiptrace) é a péssima volta de Jackie Chan as telas após sua “aposentadoria”, onde tentam fazer um filme estilo “Buddy Cops”, como em Dois Caras Legais, mas que acaba se perdendo em sua própria narrativa.




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