quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Olhos da Justiça | CRÍTICA


O remake do filme argentino O Segredo dos Seus Olhos, de 2010, não tardou a chegar a versão americana, apresentando uma mesma base porém com focos diferenciados e contextos atualizados. Sendo o original vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, o atual Olhos da justiça dirigido e escrito por Billy Ray (roteirista de Jogos Vorazes e Capitão Philips) cumpre bem seu papel de adaptação, mas não consegue ser tão icônico quanto o seu antecessor.



A história da versão argentina mostra um ex-oficial da justiça já aposentado que, durante seu tempo livre, dedica-se a produção de um livro que revive um caso de assassinato do ano de 1974. Além disso, nutre um amor por sua chefe de ofício, Irene, relação esta que permeia a história principal tendo ambos (o assassinato e o romance) uma conclusão.


Em Olhos da Justiça, é no ano de 2002 que o assassinato ocorre, sendo este ligado aos próprios oficiais já que a vítima é a filha da investigadora do FBI, Jess, interpretada pela Julia Roberts. 13 anos se passam e o autor do crime ainda não foi encontrado, porém Ray (Chiwetel Ejiofor), colega de trabalho e amigo de Jess, parece ter encontrado alguma informação relevante depois de ter passado todos estes anos pesquisando um a um os caucasianos americanos com idade aproximada. Dessa forma o caso volta à tona e a relação pseudo romântica entre Ray e a procuradora Claire (Nicole Kidman) é mostrada sutilmente, sem fazer pertencer tanto a narrativa quanto em O Segredo Dos Seus Olhos.




















É válida a apreciação do trabalho de Julia Roberts que se desfaz de uma produção mais requintada, para se permitir interpretar alguém que se desfaz com o passar dos dias pela ausência da filha, detonada pelo tempo e com o coração em pedra. A contextualização também é um ponto forte ao traduzir a Argentina ditatorial da década de 70 para os Estados Unidos pós atentados das Torres Gêmeas e toda a ação policial em relação aos terroristas. Não é simplesmente uma cópia já que a trilha é a mesma, mas os percalços ao longo bem trabalhados em sua nova versão.


Aos que já viram o original pode faltar um pouco, mas pelas cenas com Julia Roberts, vale a pena se arriscar.





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