quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Shaun, o Carneiro - O Filme | CRÍTICA


Do seriadinho da TV rumo às telonas,  Shaun, o Carneiro (Shaun The Sheep - The Movie) é mais uma produção da Aardman, estúdio pioneiro na arte de stop-motion que gerou grandes sucessos da animação, como A Fuga das Galinhas e Wallace & Gromit. Desviando dos habituais roteiros sentimentais vistos em animações este ano, o desafio da produtora agora é sair dessa rotina. E como é divertido ver algo assim!

Tudo porque acompanhamos o esperto carneirinho Shaun desde filhote na fazenda com seus companheiros animais e um único dono, sempre seguindo uma monótona agenda diária com inícios, meios e fins pré-estabelecidos - salvo aí o canto do galo, o único que se permite ser diferente ali. 

Com o passar dos anos e muitas folhas do cronograma, a vida na fazenda ficou chata e seu fazendeiro, bastante sedentário. A fim de criar uma revolução dos bichos e tirar proveito das mordomias humanas, Shaun acaba trancando seu dono em um trailer que, sem querer, vai pra cidade e causa a maior confusão, se não até uma amnésia no cidadão! Quem é que vai ao resgate daquele que, por bem ou por mal, mantém a ordem no recinto? Shaun - e sua turma.



Quando essa turma, que envolve uma família de ovelhas e o leal cachorro do fazendeiro (com fraco pra osso), vão pra cidade atrás do agora conhecido Sr. X, o humor é impagável. São várias piadinhas  que dispensam diálogos, a não ser grunhidos, que tornam este longa em stop-motion uma boa comédia pastelão  despretensiosa, como deveria ser na maioria das vezes. Claro que tem um personagem irritante na área, aqui na pele do defasado modelo de controlador de animais malvado, com sua participação extensa, mas cada ação resulta aí uma boa risada do público, em especial, da criançada.

Sendo menos impressionante do que o stop-motion de O Pequeno Príncipe, vale aqui a simplicidade do projeto, que mesmo assim apresenta seus quadros fotográficos em uma precisão apurada de montagem e até os personagens e cenários são bem caprichados. O que importa mais aqui, afinal, é lembrar que amamos nossa família do jeito que ela é.



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